{"id":1086,"date":"2019-06-25T23:15:52","date_gmt":"2019-06-26T02:15:52","guid":{"rendered":"https:\/\/xakol.sc\/site\/?p=1086"},"modified":"2019-07-02T21:07:30","modified_gmt":"2019-07-03T00:07:30","slug":"entrada-noturnall","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xakol.sc\/site\/entrada-noturnall\/","title":{"rendered":"Noturnall"},"content":{"rendered":"<p>Vers\u00e3o extremamente compacta e simplificada, para quem n\u00e3o tem paci\u00eancia de ler text\u00f5es nas redes sociais (cont\u00e9m spoilers):<\/p>\n<p>Sou o novo baixista da banda Noturnall!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/xakol.sc\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/NoturnallInMoscow.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/xakol.sc\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/NoturnallInMoscow.jpg\" alt=\"NoturnallInMoscow\" width=\"630\" height=\"420\" class=\"alignnone size-full wp-image-1088\" srcset=\"https:\/\/xakol.sc\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/NoturnallInMoscow.jpg 1280w, https:\/\/xakol.sc\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/NoturnallInMoscow-300x199.jpg 300w, https:\/\/xakol.sc\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/NoturnallInMoscow-1024x682.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vers\u00e3o biogr\u00e1fica estendida n\u00edvel hard, somente para os fortes lerem:<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria que vou contar \u00e9 a de um cap\u00edtulo digno de conto de fadas, ou do pr\u00f3prio filme &#8220;Rock Star&#8221;, de uma saga que, h\u00e1 20 anos atr\u00e1s, nascia em minha vida em um ninho de desconfian\u00e7as, incertezas e improbabilidades. Na \u00e9poca meus pais achavam que seria apenas mais uma febre passageira, como tantas outras paix\u00f5es ef\u00eameras que abandonei em poucos dias. Juntando isso ao fato das minhas notas estarem entre as melhores do col\u00e9gio, criando expectativas na minha fam\u00edlia de que eu me tornasse um profissional bem sucedido em alguma \u00e1rea &#8220;tradicional&#8221; da sociedade, ningu\u00e9m esperava que eu levasse a m\u00fasica na minha vida mais do que como um hobby, nem mesmo eu. Portanto, aos dezesseis anos, diante da primeira grande decis\u00e3o da minha vida, optei pelo caminho menos incerto, seguindo minha suposta aptid\u00e3o e o suposto amplo mercado de trabalho nas \u00e1reas exatas, deixando meu cora\u00e7\u00e3o em segundo plano.<\/p>\n<p>Apesar da escolha dos meus primeiros instrumentos ter obviamente sido influenciada pelo meu gosto por Rock, naquela \u00e9poca eu ainda n\u00e3o conhecia o estilo musical que definiria minha vida, o Metal. Aos poucos, atrav\u00e9s de indica\u00e7\u00e3o de amigos e de pesquisas na internet, fui conhecendo algumas bandas. Uma das primeiras do estilo que ouvi, atrav\u00e9s de tr\u00eas m\u00fasicas que um amigo me passou, foi uma brasileira chamada Angra. Minha mente guarda uma lembran\u00e7a aleat\u00f3ria do primeiro dia de col\u00e9gio daquele ano de 2000, quando uma colega comentou na aula que gostaria que o Andre Matos voltasse para o Angra, mesmo eu n\u00e3o sabendo do que se tratava. Mais tarde, descobri que ele, junto com outros ex-integrantes, estavam em uma banda chamada Shaman e, tanto seu primeiro \u00e1lbum, o Ritual, como o \u00e1lbum da nova forma\u00e7\u00e3o do Angra, Rebirth, tornaram-se dois dos meus favoritos.<\/p>\n<p>Anos depois, em 2007, fiquei sabendo de uma nova separa\u00e7\u00e3o, em que tr\u00eas membros haviam deixado a banda Shaman, sendo substitu\u00eddos por novos integrantes. Para muitos, a banda havia acabado ali, mas, para mim, o que importava era a qualidade das m\u00fasicas e o que elas me faziam sentir, e n\u00e3o a fama de quem as fazia. Dessa forma, de cora\u00e7\u00e3o aberto, ouvi o trabalho da nova forma\u00e7\u00e3o do Shaman e achei incr\u00edvel. Aquele tal de Thiago Bianchi, novo vocalista que haviam chamado para substituir o Andre Matos tinha uma voz maravilhosa e n\u00e3o perdia em nada para ele. Em 2010, essa banda finalmente faria um show no John Bull, em Florian\u00f3polis, o qual eu n\u00e3o perderia por nada. Cheguei cedo no local e encontrei os integrantes em uma mesa, tirei foto com eles, por\u00e9m no final da noite, a c\u00e2mera em que estavam as fotos foi roubada e eu perdi esse registro. Alguns dias atr\u00e1s, at\u00e9 encontrei o setlist desse show no meio das minhas recorda\u00e7\u00f5es antigas.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando no tempo novamente, agora em 2014, meu amigo Daniel me pergunta se eu iria no show da banda Noturnall junto com Sepultura que aconteceria aqui em Floripa. E minha resposta foi &#8220;Quem \u00e9 Noturnall?&#8221;. Ent\u00e3o ele me explica que, resumidamente, Noturnall era o Shaman, mas com o Aquiles Priester na bateria. N\u00e3o fui naquele show, pois estava viajando, mas passei a acompanhar o trabalho dessa nova banda, com m\u00fasicas muito boas, de alta dificuldade t\u00e9cnica, mas tamb\u00e9m muito emocionantes. Participei de muitas promo\u00e7\u00f5es que a banda fazia nas redes sociais, como escolher o nome da nova mascote zumbi. Mas uma das mais marcantes, foi o sorteio de um contrabaixo, em que a chamada era um v\u00eddeo do baixista Fernando Quesada tocando a m\u00fasica Fake Healers e no texto a pergunta: &#8220;Se voc\u00ea ganhasse esse baixo, qual seria a primeira m\u00fasica que tocaria nele?&#8221;. Nos coment\u00e1rios, respondi que se eu ganhasse o baixo, faria um grande esfor\u00e7o para aprender a pr\u00f3pria m\u00fasica &#8220;Fake Healers&#8221;, que para mim tinha uma das linhas de baixo mais incr\u00edveis e desafiadoras que eu conhecia. Como eu n\u00e3o ganhei o sorteio, me consolei com o al\u00edvio de n\u00e3o ter que aprender a tocar aquilo. Coitado, mal sabia eu o que o futuro me reservava &#8211; &#8220;cuidado com aquilo que voc\u00ea deseja&#8221;.<\/p>\n<p>Na virada de 2017 para 2018, eu finalmente tomei a decis\u00e3o que eu havia adiado por metade da minha vida. Meu sonho n\u00e3o poderia mais esperar, o tempo estava acabando, e se eu n\u00e3o fizesse isso, correria o risco de padecer no arrependimento, e amargurar o &#8220;e se eu tivesse tentado?&#8221; para o resto da vida. Deixei meu emprego est\u00e1vel de dez anos em uma empresa s\u00f3lida, para arriscar tudo na incerteza de um sonho. E n\u00e3o demorou para que o &#8220;cosmos&#8221; me apresentasse novos caminhos. Um m\u00eas depois da mudan\u00e7a na minha vida, fiquei sabendo que n\u00e3o teria um est\u00fadio dispon\u00edvel para gravar o meu disco como o planejado e teria que correr atr\u00e1s de novas alternativas. Na primeira das coincid\u00eancias, quem entrou em contato comigo foi o pr\u00f3prio Thiago Bianchi, vocalista da Noturnall e dono do Est\u00fadio Fus\u00e3o, um dos melhores est\u00fadios do Brasil, oferecendo o est\u00fadio e seus servi\u00e7os como produtor musical. Na pr\u00f3xima coincid\u00eancia, ele estava fechando uma turn\u00ea com nada menos que o vocalista de uma das minhas bandas favoritas, James LaBrie, do Dream Theater, turn\u00ea que inacreditavelmente passaria pela minha cidade, Florian\u00f3polis, e pela capital do estado vizinho, Curitiba. Por ser na minha regi\u00e3o, e por estarmos come\u00e7ando a trabalhar juntos, foi natural para ele chamar minha banda para abrir essa turn\u00ea.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, criamos uma rela\u00e7\u00e3o muito forte, rolou uma qu\u00edmica grande, nos identificamos em v\u00e1rios pontos, dois caras sonhadores com ideias malucas, que todos ao redor desdenham, e dispostos a apostar tudo no que acreditamos. O convite da turn\u00ea se estendeu para outros shows, inclusive uma participa\u00e7\u00e3o minha no pr\u00f3prio show da Noturnall em um festival em Juiz de Fora, junto com Sepultura, em que eu cantei uma m\u00fasica junto com Thiago e toquei outra no baixo.<\/p>\n<p>Da\u00ed para frente \u00e9 dif\u00edcil explicar o inexplic\u00e1vel, mas o inacredit\u00e1vel aconteceu. Um ano depois, me atribu\u00edram a responsabilidade de substituir uma pessoa que admiro muito, um dos maiores baixistas do Brasil, tocando ao lado de grandes \u00eddolos meus, come\u00e7ando por uma turn\u00ea do outro lado do planeta para mais de 20 mil pessoas, e com outra j\u00e1 em vista ao lado de algu\u00e9m que considero o melhor do mundo no que faz.<\/p>\n<p>E para quem j\u00e1 acompanhava o meu trabalho e quer saber o que acontecer\u00e1 com o XAKOL, a resposta \u00e9 que continuar\u00e1 da mesma forma como come\u00e7ou, como meu projeto solo e, agora trabalhando direto no Est\u00fadio Fus\u00e3o, podem esperar que muito mais material de qualidade estar\u00e1 por vir.<\/p>\n<p>Depois de tudo isso, n\u00e3o sei como terminar essa hist\u00f3ria sem algum clich\u00ea do tipo &#8220;acredite nos seus sonhos e bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1&#8221;. Mas basicamente \u00e9 isso, o sucesso nunca \u00e9 garantido apenas pela tentativa, mas pela falta dela o fracasso \u00e9 certo. A partir do momento em que eu decidi que deveria morrer lutando pelo que me faz feliz ao inv\u00e9s de viver a vida que os outros esperavam de mim, as coisas come\u00e7aram a acontecer. Portanto, nunca desistam do que realmente faz voc\u00eas felizes e que lhes traga senso de realiza\u00e7\u00e3o e prop\u00f3sito no mundo.<\/p>\n<p>Sou muito grato a todos que me apoiaram e me incentivaram nessa jornada e que caminharam junto comigo. Abra\u00e7os!<\/p>\n<p>Saulo &#8220;Xakol&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vers\u00e3o extremamente compacta e simplificada, para quem n\u00e3o tem paci\u00eancia de ler text\u00f5es nas redes sociais (cont\u00e9m spoilers): Sou o novo baixista da banda Noturnall! 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